Se fores mal atendido num restaurante, deixas de comer fora, ou mudas de restaurante?
A resposta é óbvia, não é?
Ninguém deixa de comer porque um empregado foi rude, porque a comida demorou demasiado, porque ninguém te olhou nos olhos quando entraste. Tu simplesmente pagas a conta, sais pela porta, e nunca mais voltas. Encontras outro sítio. Um sítio que mereça a tua presença.
Agora diz-me: porque é que no mercado imobiliário ainda há tanta gente a agir como se as regras fossem diferentes?
Acontece todos os dias. Alguém entra num processo de compra ou venda de casa (uma das decisões mais importantes da sua vida) e é tratado como um número. Como mais um lead numa lista. Como alguém que assina o papel e desaparece.
Ligações que não são devolvidas. Informação que chega tarde, a conta-gotas, ou não chega de todo. Reuniões em que sentes que o consultor está mais preocupado com a comissão do que com o teu futuro. Respostas vagas. Promessas esquecidas.
E sabes o que acontece a seguir?
Não és tu que desistes de comprar casa. És tu que desistes daquela pessoa. E tens todo o direito.
O poder de escolha é teu. Sempre foi.
Vivemos num mundo em que podes comparar restaurantes no Google antes de reservar mesa. Podes ver as avaliações de um hotel antes de fazer o check-in. Podes cancelar uma subscrição com um clique se o serviço não corresponder ao que pagaste.
Porque haveria o mercado imobiliário de ser diferente?
Não há nenhum consultor, nenhuma agência, nenhuma marca com nome grande suficiente para te obrigar a continuar num processo em que não te sentes respeitado. Em que não te sentes ouvido. Em que não confias.
A confiança não se exige. Conquista-se. E quando se perde, raramente volta.
Mas há outro lado desta história, e é preciso dizê-lo em voz alta.
Há consultores imobiliários que trabalham de forma diferente. Que atendem ao primeiro toque. Que explicam o que é complexo sem fazer sentires ignorante. Que te dizem a verdade mesmo quando não é o que queres ouvir. Que estão contigo no processo, não apenas no fecho.
Esses existem. E fazem toda a diferença.
A questão é: já os encontraste? Ou ainda estás no restaurante errado, a comer mal, a pagar bem, à espera que as coisas melhorem por milagre?
Muda o restaurante.
Não te conformes com um serviço medíocre numa decisão que vai afetar a tua vida durante décadas. Não confundas persistência com resignação. Não aches que "é sempre assim", porque não é.
Exige ser bem atendido. Exige transparência. Exige um profissional que trate o teu processo como se fosse o dele.
Porque no fundo, é exatamente isso que um bom consultor faz.
E quando encontrares esse? Fica. Recomenda. Volta.
Tal como fazes com o restaurante que nunca te desiludiu.