Como distinguir marketing de luxo de luxo real antes de fazeres uma proposta
O luxo tornou-se uma categoria de marketing antes de ser uma categoria de produto.
Hoje, "luxo" é uma palavra que aparece em empreendimentos de gama média-alta, em apartamentos com cozinha em open space e varanda de dois metros quadrados, em condomínios fechados onde a piscina existe mas fica fria de Outubro a Maio porque ninguém aqueceu a água. A palavra perdeu precisão. Ficou vaga o suficiente para servir a muita gente.
Antes de fazer uma proposta por qualquer imóvel posicionado como luxo, há um conjunto de perguntas que faço sistematicamente, não ao vendedor, mas à própria casa.
Quem construiu isto e o que construíram antes? O histórico do promotor ou do construtor é o melhor preditor de qualidade. Não a reputação de marketing, o histórico real de obras entregues, a experiência de quem comprou, o estado dos edifícios cinco anos depois da entrega.
Onde está o dinheiro escondido? Num imóvel de luxo real, o investimento está onde não se vê: nas fundações, nas instalações, no isolamento, na estrutura. Numa casa de marketing de luxo, o investimento está onde a câmara apanha: na cozinha, na casa de banho principal, na entrada.
O que é que o promotor não me está a mostrar? Há sempre algo. Pode ser a exposição menos boa de um quarto, o vizinho que está a construir, a servidão de passagem que não está em destaque na documentação.
Distinguir um do outro não é difícil. É só uma questão de saber onde olhar , e de ter a disposição de dizer o que se vê, mesmo quando não é o que o cliente quer ouvir.