Parque das Nações: qualidade de infra-estrutura que Lisboa não tem em mais lado nenhum

O Parque das Nações foi construído sobre 340 hectares de antigas zonas industriais e aterros contaminados para receber a Expo 98, subordinada ao tema dos Oceanos. Foi a maior operação de reconversão urbana da história de Lisboa, e a primeira em Portugal a implementar infraestruturas de dados e comunicação integradas num plano urbano.

O Parque das Nações divide Lisboa em dois campos. Quem o ama valoriza a infra-estrutura, a frente ribeirinha e a funcionalidade. Quem não o ama, lamenta a ausência de alma orgânica. Ambos têm razão, e esse é o ponto de partida para qualquer decisão de compra aqui.

O Parque das Nações nasceu sobre 340 hectares de terrenos industriais e aterros contaminados para receber a Expo 98 subordinada ao tema dos Oceanos. Foi a maior operação de reconversão urbana da história de Lisboa, e a primeira a implementar redes de dados, telecomunicações e infra-estruturas de mobilidade integradas num plano urbano.

A Estação do Oriente, desenhada por Santiago Calatrava, é hoje o maior interface intermodal do país: metro (Linha Vermelha com acesso directo ao aeroporto), comboios nacionais e internacionais, autocarros. Para quem viaja frequentemente, seja para trabalho ou vida internacional, este argumento de conectividade não tem equivalente em Lisboa.

Os preços situam-se entre 5.000 e 9.500 €/m², com o prémio de vista de rio a significar 20–35% acima dos imóveis equivalentes sem vista. O arrendamento fica entre 17–26 €/m²/mês, com forte procura de expatriados, especialmente executivos de empresas com sede ou operações na zona.

Os condomínios mais antigos, construídos imediatamente após a Expo (1998–2003), estão a entrar numa fase em que a manutenção e renovação de elementos comuns se torna necessária. Antes de qualquer compra, verificar o fundo de reserva do condomínio e as obras previstas é essencial, é a diferença entre entrar numa propriedade bem gerida e herdar custos imprevistos.

A crítica mais recorrente ao Parque das Nações é real: a vida de bairro orgânica ainda não existe da forma que existe em Campo de Ourique, Alvalade ou Estrela. O desenho urbano é funcional mas não gerou espontaneidade comercial. Para quem vem de bairros históricos e valoriza a textura de uma rua de bairro, esta transição é genuína.

Anterior
Anterior

O que se apaga não volta.

Próximo
Próximo

Fechar o Airbnb para abrir hotéis não é devolver Lisboa aos lisboetas